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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Olavo Bilac

      Por conta do folhetim Totalmente demais, da Rede Globo, Olavo Bilac (1865-1918) retorna à cena cultural do país, ele que, em sua época, foi aclamado Príncipe dos poetas brasileiros. Um bar da referida novela, ponto de encontro do pessoal da saga, chama-se Flor do Lácio. Dia desses, ouvi um comentário na academia de Pilates: uma senhora insistia que o nome deveria ser Flor do Laço, certamente irritada pela referência à região romana onde inicialmente se falava o latim. Não, minha senhora. O nome do bar é esse mesmo, Flor do Lácio, homenagem ao poeta Olavo Bilac, que assim se referiu à Língua Portuguesa no poema abaixo transcrito.

                                                   (Imagem: www.escritas.org.)

      Folhetim de televisão também é cultura. E alguém precisa exercer de pronto o serviço de utilidade pública, no âmbito da cultura. Agora, explicar o poema, dizer porque Bilac refere-se à língua portuguesa como "esplendor e sepultura", isso demandaria uma aula de história da Língua Portuguesa. 


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Revista literária

      Transcrevo breve referência de artigo publicado no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, de 31 de out. 1973. Trata-se de um número especial, um caderno jornalístico, dedicado a Minas Gerais, com matérias sobre política, turismo, cultura, negócios, etc.



O autor é Plínio Carneiro, à época com 35 anos, jornalista desde 1961, poeta, contista, prof. da FAFICH UFMG, um dos fundadores do periódico Revista literária, mantido pela UFMG durante décadas. Afirma que o escritor mineiro forma-se no jornalismo e na universidade e tem que aliar a inspiração a um sólido lastro cultural. "Hoje não basta ao escritor ter inspiração e levar uma vida boêmia como autodidata. Os nossos escritores novos procuram escrever para todo o Brasil, em linguagem nacional, com fórmulas, conceitos e ideias abrangentes, sem bairrismos, sem muita cor local". Falando sobre a Revista literária, do corpo discente da UFMG, afirma:


“(...) Em suas páginas tem colaborado nomes expressivos da atual literatura mineira: Luís Gonzaga Vieira, Sérgio Sant’Ana, Duílio Gomes, Luís Vilela, Henry Correa de Araújo, Valden Camilo de Carvalho, Jaime do Prado Gouveia, Adão Ventura, Luís Márcio Viana, Sandra Lyon, Ronald Claver, Magda Frediani, Edgard Pereira dos Reis, Humberto Werneck e outros”.

         Dentre os "outros" não referidos por Plínio Carneiro, caberia citar os que publicaram entre o primeiro número (1966) e o número oito (1973): Odilon Machado Júnior, Danilo Gomes, Athos Batista Franco, Sérgio Tross, Luiz Antônio de Andrade Figueiredo, Eugênio Gomes, Regina Lúcia Ferreira Neves, Márcio José da Cunha Jardim, Mônica Catella Noronha, Luiz Fernando Emediato, Jackson Drummond Zuim (contistas); Régis Duarte Gonçalves, Cláudia Versiani, Aílton Santos, Valdimir Diniz, Marco Aurélio Duarte, Osvaldo Eustáquio de Melo, Léa Nilce Mesquita, Luiz Otávio Linhares Renault, Fernando Rubinger, Ana Cecilia Carvalho, Osias Ribeiro Neves, Regina Souza (poetas).

      Na Revista literária 1, Sérgio Sant'Anna assina o conto "Didática", sob o nome de Sérgio Andrade Sant'Anna e Silva; Adão Ventura era Adão Ventura Ferreira Reis.  Minha participação como autor na Revista literária restringe-se a dois números. Na quinta edição,  R L n.5, novembro de 1970, são publicados três fragmentos ficcionais, sob o título de "Três ódios iguais a ode". Na edição de 1971, RL n. 6, por ter conquistado o concurso de contos naquele ano, são publicados o conto vencedor, "Imenso, cego, brutal" e outro, sob a chancela de "trabalho selecionado", com o título de "Daqui a dez anos". Como me formei em Letras em 1971, não poderia mais participar de concursos da revista, como aluno de graduação, dali em diante.